"Fiz mamadeira para ela", diz mulher que alega ter sido enganada por falsa adolescente
Há registros relacionados à suspeita em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul
Publicado: 05/06/2026 às 10:49
Uma das supostas vítimas da mulher presa em Santa Catarina por fingir ter 12 anos e enganar uma família falou sobre ter passado por situação semelhante em 2023, no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução de vídeo/SBT)
Uma das supostas vítimas da mulher presa nesta semana por fingir ter 12 anos e enganar uma família em Santa Catarina, falou sobre ter passado por situação semelhante em 2023, no Rio de Janeiro.
Há exatamente três anos, sob o nome de “Maria Eduarda” e com o pretexto de estar fugindo de uma rede de abusos e rituais de bruxaria, a suspeita, identificada como Amanda Maria Sousa Oliveira, de 37 anos, foi acolhida por um projeto social da Baixada Fluminense. Ela teria chegado a se automutilar com agulhas para dizer que foi vítima de violência.
No Rio, a mulher foi abrigada e vivia de doações das pessoas ao seu redor, que se compadeciam com a sua história.
Uma das vítimas conta que teria sido “conquistada” por Amanda. “Eu fiz mamadeira pra ela. Eu dava chupeta, eu fazia ela dormir, cantava musiquinha pra ela”, conta.
O comportamento da mulher na época é semelhante ao que ela apresentava ao ser presa no caso mais recente, investigado este ano pela polícia de Santa Catarina.
Segundo as autoridades, ela usava chupeta, afinava a voz, simulava crises de pânico e fazia de tudo para receber atenção e conforto como uma criança, além de tentar agir como alguém que teria o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. Ela vivia uma “vida de adolescente confortável”, de acordo com a polícia.
A suspeita foi descoberta após uma parente da família desconfiar do comportamento dela e acabar descobrindo seu histórico após fazer pesquisas sobre ela na internet. Amanda confessou o crime durante o interrogatório, e está presa preventivamente.
Segundo a Polícia Civil catarinense, há registros relacionados à suspeita em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul.