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com Renata Bezerra de Melo

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André de Paula fica. Ala do PSD vota com Lula

Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula foi indicado pela bancada federal numa costura em comum acordo com Lula

Renata Bezerra de Melo

Publicado: 15/07/2026 às 00:00

Antes de assumir Agricultura, André de Paula foi ministro da Pesca do presidente Lula/Ricardo Stuckert

Antes de assumir Agricultura, André de Paula foi ministro da Pesca do presidente Lula (Ricardo Stuckert)

O fato de o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ter sido anunciado, este mês, como vice na chapa do presidenciável Ronaldo Caiado em nada altera a condição de André de Paula à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária. Motivo: André é uma indicação da bancada federal e cumpre missão à frente da pasta numa costura amarrada em comum acordo com o presidente Lula.

Em outras palavras, há uma relação de parceria do partido dele com a gestão petista nas votações no Congresso Nacional. Parte da bancada da sigla presidida por Kassab, a exemplo das alas da Bahia e do Piauí, votam alinhadas com o governo.

A construção da chapa puro sangue encabeçada por Ronaldo Caiado, com Kassab na vice, desencadeou questionamentos entre aliados, em Pernambuco, sobre eventual risco de saída de André da pasta, que ele assumiu em abril após a saída de Carlos Fávaro, que concorrerá ao Senado.

Antes da Agricultura, André foi ministro da Pesca e Aquicultura. “Estou sentado aqui por uma missão. Quando fui para Pesca, fui por indicação da bancada federal e, aqui, também é indicação da bancada”, esclarece André à coluna, confirmando que fica.


“Caneta Ferina”

Ao apontar “um mercado de terceirização ou privatização de emendas” parlamentares no País, o ministro do STF, Flávio Dino, determina ao governo a adoção de critérios mais rígidos de rastreabilidade, transparência e controle. Em conversas reservadas, deputados estão atentos: anotam que “a caneta ferina” de Dino atingiu, na mesma semana, o pesidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Não descartam novos alvos e acendem o sinal amarelo.


Cotados 1

Pessoas próximas a João Campos têm repisado que ele conferiu liberdade aos pré-candidatos ao Senado para decidirem sobre a primeira suplência. Há um zum-zum-zum crescente, nos bastidores, dando conta de que o escolhido de Marília Arraes seria do Rio de Janeiro. Aliados apontam o nome de Arlen Pereira, braço direito do prefeito de Maricá, Washington Quaquá.

Cotados 2

Arlen Pereira teria, inclusive, chegado a se desincompatibilizar, cumprindo prazo da Justiça Eleitoral, do cargo de secretário-executivo de Gestão do Governo em função das eleições em Pernambuco, segundo circulou na cidade. O detalhe é que, agora em julho, uma nomeação dele para presidência da Autarquia de Serviços de Obras (Somar) constou no DO local.


Desidratou

Também estaria figurando como opção para a suplência de Marília o ex-prefeito de Quipapá, Alvinho Porto, filho do presidente da Alepe, Álvaro Porto. Nas coxias, pessoas próximas advertem que essa hipótese teria perdido força.

 

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