Novas tarifas para comércio com os EUA passam a valer nesta terça (24); saiba o que muda para o Brasil
As tarifas atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA. Ficam de fora, no entanto, produtos agrícolas e componentes eletrônicos
Publicado: 23/02/2026 às 12:18
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa na Sala de Imprensa Brady da Casa Branca, em Washington, DC, em 20 de fevereiro de 2026. ( AFP)
A nova política de tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos para transações comerciais com outros países, inclusive o Brasil, passa a valer nas primeiras horas desta terça (24).
Anunciada na sexta (20), a medida impõe uma taxação de 10%. Ela foi formalizada após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar o “tarifaço” implantado por Donald Trump, em 2025.
No sábado (21), Trump disse que a alíquota subiria de 10% para 15%, no limite previsto na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação de tarifas por até 150 dias antes de avaliação pelo Congresso.
As tarifas atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA. Ficam de fora, no entanto, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.
Diante de tantas mudanças, resta a questão: o que acontece com o Brasil?
Segundo especialistas, a decisão da Suprema Corte dos EUA anula todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Isso inclui as chamadas tarifas recíprocas de 10%, impostas em abril de 2025. Também estão nesse pacote a sobretaxa de 40% sobre itens produzidos no Brasil, que está prevista na carta que Trump mandou ao presidente Lula (PT), em julho de 2025.
Agora, com todas essas mudanças, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.
Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item. Ou seja, serão cobradas as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025, acrescidas do novo adicional temporário global de 15%.
Ainda segundo especialistas, as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado.