Desemprego fica em 5,4% no trimestre terminado em janeiro, diz IBGE
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) apontou que o índice de desocupação ficou estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,4%). Ele caiu 1,1%. ante o trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%).
Publicado: 05/03/2026 às 09:40
Carteira de trabalho (Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE).
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) apontou que o índice de desocupação ficou estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,4%).
Ele caiu 1,1%. ante o trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%).
Ainda segundo o IBGE, a população desocupada (5,9 milhões) registrou estabilidade na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,9 milhões).
No confronto com igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões), houve queda de 17,1% (menos 1,2 milhão de pessoas).
A população ocupada (102,7 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano.
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 %. no ano (58,2%).
Subutilização
A taxa composta de subutilização (13,8%) mostrou estabilidade no trimestre (13,9%) e teve queda de 1,8 p.p. no ano (15,5%). A população subutilizada (15,7 milhões) também ficou estável no trimestre (15,8 milhões) e recuou 11,5% (menos 2,0 milhões).
A população subocupada por insuficiência de horas (4,5 milhões) ficou estável nas duas comparações. A população fora da força de trabalho (66,3 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 1,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 846 mil pessoas).
A população desalentada (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 15,2% (menos 476 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,4%) mostrou estabilidade no trimestre e queda de 0,4 p.p. no ano (2,8%).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
O número de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).
Informalidade
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,5milhões de trabalhadores informais), contra 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre encerrado em outubro e 38,4% (ou 38,8 milhões) no trimestre de novembro 2024 a janeiro de 2025.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.652) cresceu 2,8% no trimestre e 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões) cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.