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Economia
CASO MASTER

Fraude do Banco Master envolve várias instituições; entenda o papel de cada uma

Oito instituições que fazem parte do conglomerado do Banco Master foram liquidadas entre novembro de 2025 até fevereiro deste ano

Thatiany Lucena

Publicado: 06/03/2026 às 22:00

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta terça-feira (18) em sua residência, na Grande São Paulo./Divulgação

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta terça-feira (18) em sua residência, na Grande São Paulo. (Divulgação)

Instituições do Caso Master

Banco Master S.A
Investigado por lavagem de dinheiro e emissão de títulos falsos, a instituição foi liquidada em novembro de 2025 junto ao conglomerado da instituição: Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, bem como Regime Especial de Administração Temporária (RAET) do Banco Master Múltiplo S/A.

Will Financeira S.A
Liquidada em janeiro, a instituição Will Bank era controlada pelo Banco Master. Além do vínculo com o Master, o não conseguia arcar com as suas dívidas. Com a liquidação do Master, o Will Bank operava sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC.

Reag Investimentos
A instituição CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários gestora de fundos da Reag Investimentos S.A. (DTVM), também liquidada em janeiro. A Reag Investimentos teria integrado a rede de fundos usados pelo Master para inflar, de forma artificial, o patrimônio da instituição, contribuindo para as fraudes.

Banco de Brasília (BRB)
No início de fevereiro, a Polícia Federal (PF) abriu um novo inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no BRB. A instituição financeira ligada ao governo do Distrito Federal fez uma proposta de compra do Banco Master em março de 2025, que em setembro foi rejeitada pelo BC. O banco também é investigado pela aquisição de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master.

Grupo Fictor
A Instituição, que também tentou comprar o Master, entrou com um pedido de recuperação judicial no início de fevereiro. Na ocasião, a Fictor Invest e Fictor Holding, duas empresas do grupo, entraram com o pedido com dívidas de cerca de R$ 4 bilhões. No último dia 2, o a Justiça de São Paulo estendeu o processo de recuperação judicial para 43 empresas do grupo.

Banco Pleno
O Banco Pleno chegou a fazer parte do conglomerado Master. A instituição era controlada por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Ele deixou a sociedade em maio de 2024 e em agosto de 2025 passou a controlar o Banco Pleno.

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