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Concluindo a recuperação judicial, Americanas reabre lojas com foco no Nordeste

Região em a segunda maior presença de lojas do país, com mais de 380 unidades, e representa 26% do faturamento da empresa

Cynthia Morato

Publicado: 15/03/2026 às 22:00

Quatro lojas da Americanas foram inauguradas no Nordeste entre 2025 e 2026/Melina Nascimento/Divulgação

Quatro lojas da Americanas foram inauguradas no Nordeste entre 2025 e 2026 (Melina Nascimento/Divulgação)

Finalizando o processo de recuperação judicial, iniciado em 2024, a Americanas retoma a abertura de lojas com foco no Nordeste. A região é a segunda do país em faturamento e número de lojas da companhia, com mais de 380 unidades que contribuem com 26% da receita da empresa. Deste montante, Pernambuco representa 6% do faturamento, com 72 lojas.

Entre 2025 e 2026, foram quatro novas unidades abertas no Nordeste, sendo uma delas em Pernambuco e as demais no Ceará e na Bahia. A quinta unidade irá abrir em Sergipe.

“O Nordeste tem sido um motor de crescimento muito forte para a gente. Não por coincidência, as quatro lojas inauguradas até agora são no Nordeste. A gente acredita que é uma região que tem o maior potencial”, explica o CEO da empresa, Fernando Soares.

Segundo o vice-presidente Comercial, Osmair Luminatti, “o Nordeste é a é importante (para a empresa) em faturamento e em crescimento”. “É a região que mais cresce”, completa.

A região também se destaca pela relação dos clientes com a marca. “Sem dúvidas é uma relação mais afetiva. A gente sente isso no consumidor e no nosso time também”, aponta Soares, enfatizando que há colaboradores nordestinos que estão na empresa há pelo menos 40 anos.

Experiência do cliente
Ainda de acordo com os executivos da Americanas, o foco desta fase da empresa está sendo a experiência do cliente. “A gente tem direcionado todos os nossos esforços para a loja (física) e para o time. A gente também teve a coragem de reestruturar o digital e fazê-o a partir da loja. Então, tudo que a gente faz a partir de agora é a partir da loja”, detalha Soares.

O modelo operacional das lojas está sendo alterado em todo o país, com mudanças na sinalização e no padrão das unidades. Entre as novidades está a altura das gôndolas, que passam a ter 1,45 metro e permitem uma melhor visualização do cliente dos produtos disponíveis.

“Nosso papel é estar no meio (entre as vendas por atacado e o e-commerce), ser uma experiência. Eu vou lá, vou sentir e ver o que tem de novo (produto) e também vou abastecer (a casa)”, afirma o CEO.

Empresa finaliza processo de recuperação

Os executivos da Americanas ressaltam que a empresa está no fim do processo de recuperação judicial, após a descoberta, em 2023, de inconsistências contábeis de aproximadamente R$ 20 bilhões e dívidas que superavam os R$ 40 bilhões. Atualmente, a empresa conta com mais de 1.400 lojas em todo o país, após o fechamento de centenas de unidades.

“(Precisamos) desvendar a fraude, recuperar a companhia e tocar a operação de mais de 1.400 lojas. Hoje, a parte da crise ficou para trás”, explica o vice-presidente Jurídico e de Compliance da empresa, Fábio Medeiros.

O CFO da Americanas, Sebastien Durchon, ressalta que a empresa se prepara para encerrar o processo. “O plano de recuperação judicial foi aprovado há dois anos e cumprimos com todas as obrigações previstas. Pagamos já em 2024 parte dos fornecedores e vendemos alguns ativos. Agora, estamos olhando para sair (deste processo)”, detalha.

Segundo o CEO da companhia, Fernando Soares, apesar de ser um período ainda de “cautela operacional”, 2026 “é um ano para lapidar as arestas que faltam”.

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