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TRANSPORTE

Após assembleia, caminhoneiros se pronunciam sobre risco de greve

Categoria transferiu para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação

Marlon Júlio e Estadão Conteúdo

Publicado: 19/03/2026 às 22:06

Caminhões/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Caminhões (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) informou, na noite desta quinta-feira (19), que a possibilidade de paralisação de caminhoneiros está, por enquanto, suspensa. A decisão, tomada em assembleia em na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, não encerrou o movimento, mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação.

"Está mantido o estado de greve", disse José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB). Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar mais sete dias.

"Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar", afirmou.

Reivindicações dos caminhoneiros

A decisão de suspender a ameaça de paralisação vem após o governo publicar a Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera normas para o transporte rodoviário de cargas no país.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário.

O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela. Em caso de reincidência, a empresa poderá ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso cautelarmente ou a autorização cancelada por até dois anos.

O governo também publicou o Decreto nº 12.883/2026, com diretrizes para a definição do preço de referência do diesel.

 

 

O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, indicou durante a assembleia que a avaliação das lideranças foi a de manter a negociação aberta após a publicação da MP. "Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também", afirmou.

 

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