Páscoa mais cara: preço de itens variam até 217% no estado, aponta Procon-PE
Pesquisas do Procon-PE e Procon Recife alertam para alta variação nos preços dos peixes, crustáceos, itens de mercearia e ovos de Páscoa em estabelecimentos
Publicado: 01/04/2026 às 18:26
Na categoria de peixes, o quilo do filé de merluza foi encontrado com a maior variação, chegando a 217,27%, sendo o seu maior valor encontrado por R$79,00, e em seu menor por R$24,90 (Foto: Divulgação/Procon-PE)
Os produtos que fazem parte da mesa dos consumidores no período da Páscoa estão mais caros neste ano em Pernambuco e com variação de preços que superam os 200%. As grandes variações de valores atingem tanto os itens essenciais no almoço das famílias como peixes, crustáceos e vinhos, quanto os chocolates de diversos formatos.
Uma pesquisa do Procon-PE, realizada entre os dias 12 e 20 de março, revelou que peixes, crustáceos e itens de mercearia podem chegar a uma variação de até 217% em estabelecimentos no estado. O levantamento teve como objetivo orientar os consumidores para o período da Páscoa, época em que a procura por esses produtos cresce.
Na categoria de peixes, o quilo do filé de merluza foi encontrado com a maior variação, chegando a 217,27%, sendo o seu maior valor encontrado por R$ 79, e em seu menor por R$ 24,90. O filé de polaca também foi um dos produtos em destaque, registrando diferença de 172,50%. O item foi encontrado em seu maior valor, por R$ 109, e em seu menor por R$ 40. Já o filé de tilápia apresentou variação de 166,87%, com menor preço encontrado por R$ 32,90, e em seu preço máximo por R$ 87,80.
No segmento crustáceos, o pacote de 400g de filé de camarão cinza médio teve variação de 67,56%. O produto foi registrado em seu valor mínimo por R$ 25 e por R$ 41,89, em seu maior valor. O quilo do marisco teve diferença de 66%, variando de R$30 a R$49,80.
Nos produtos de mercearia, a garrafa de vinho branco seco (750 ml) foi encontrada com diferença de 209,18%, com preço mínimo de R$14,49 e máximo de R$44,80. O levantamento do Procon-PE passou por 12 estabelecimentos e analisou 45 itens no total, sendo 26 tipos de peixes, 10 de crustáceos e 9 produtos de mercearia.
Ovos de chocolate também têm alta variação de preço
A variação de preços dos produtos de chocolates foi registrada pelo Procon Recife em pesquisa que avaliou 119 produtos, em 14 estabelecimentos da capital pernambucana. Segundo levantamento do órgão, foram registradas variações de até 126,15%. O item com esta maior diferença foi o chocolate amargo 43% (80g), encontrado com preços entre R$ 7,38 e R$ 16,69.
Entre os ovos de Páscoa, o destaque foi o ovo de chocolate ao leite (157g), com preços que variaram de R$ 37,59 a R$ 79,99, uma diferença de 112,80%. O ovo de chocolate branco (162g) também apresentou grandes variações, sendo encontrado entre R$ 37,59 e R$ 79,99, com 112,80% de diferença.
Já o ovo recheado (357g) foi encontrado nas lojas com valores entre R$54,39 a R$ 110,90, com variação de 103,90%. Por fim, o ovo de chocolate ao leite (300g), foi encontrado em seu menor valor por R$ 54,39 e no maior por R$ 109,90, com variação chegando a 102,06%.
Em relação aos chocolates em barra (80g), em diversos sabores, foram identificadas variações de até 98,66%, com valores variando entre R$ 5,99 e R$ 11,90. Já os ovos de chocolate com brindes (100g) e as caixas de bombons (250g) registraram variações de até 97,70%.
No Brasil, valor da cesta de produtos cai 5,73%
Mesmo com a alta variação nos preços dos produtos tradicionais no período, a mesa de Páscoa, que inclui chocolates, bacalhau, entre outros itens, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e divulgado nesta quarta-feira (1º).
O levantamento compara ainda a variação dos itens à inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, que registrou alta de 3,18% de abril de 2025 a março de 2026.
Registraram alta acima da inflação bombons e chocolates (16,71%), bacalhau (9,9%), sardinha em conserva (8,84%), atum (6,41%), Já os itens que ajudaram a na queda da inflação da Páscoa foram o arroz (-26,11%), ovos de galinha (-14,56%) e azeite (-23,20%). Já os pescados frescos subiram 1,74% e os vinhos, 0,73%.
Nos últimos quatro anos, duas Páscoa foram de inflação positiva e duas de queda média de preços em relação ao ano anterior. Em 2025, a queda foi de 6,77%, em 2024 a alta foi de 16,73% e, em 2023, de 13,16%.
* Com informações da Agência Brasil