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COMPARAÇÃO

Renda em Pernambuco foi de R$ 2.827, abaixo da média nacional em 2025

Em Pernambuco, o rendimento médio ficou R$ 949 abaixo da média nacional no período. Dados são da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE

Thatiany Lucena

Publicado: 08/05/2026 às 18:06

Em Pernambuco, o rendimento médio ficou R$ 949 abaixo da média nacional no período (R$ 3.776)
/Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em Pernambuco, o rendimento médio ficou R$ 949 abaixo da média nacional no período (R$ 3.776) (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A renda média em Pernambuco foi de R$ 2.827 em 2025, abaixo do rendimento recorde registrado no país, que foi de R$ 3.776, mas acima do registrado no Nordeste (R$ 2.605). Os dados foram divulgados ontem pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, esse padrão também se repete em outros recortes. Em relação ao valor médio mensal (rendimento de aposentadoria e pensão), Pernambuco chegou a R$ 2.374, ficando R$ 113 acima da média regional (R$ 2.261), mas ainda abaixo do valor nacional, estimado em R$ 2.697.

Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento per capita de Pernambuco durante o ano foi de R$ 1.568. Com o resultado, o estado fica em 19º no ranking dos estados brasileiros analisados pelo IBGE. No país, a maior renda nessa categoria foi registrada no Distrito Federal (R$ 4.401) e a menor, no Maranhão (R$ 1.231).

Endividamento no Recife

Além de ficar abaixo do rendimento médio nacional, o endividamento no Recife ainda segue em alta. Dados mais recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC/CNC) mostram que 80,9% das famílias do Recife estavam endividadas em março de 2026.

Em outras capitais do Nordeste, a situação também é semelhante. Em Fortaleza (CE), o endividamento chega a 71% e a 83,4% nos domicílios de Maceió.

O presidente do Instituto Brasileiro de Finanças Digitais (IFD), Rodrigo de Abreu Pinto, destaca que o endividamento mais alto na região tende a ser mais difícil de reverter. “O problema não é só o volume, mas a capacidade de pagamento. Em regiões com renda menor, desequilíbrios desse tipo têm impacto mais prolongado”, aponta.

Cartão de crédito

Abreu avalia também que o cartão de crédito e o rotativo segue como um dos vilões para o endividamento no Brasil. De acordo com o Banco Central, essa modalidade tem juros médios de 15% ao mês. De acordo com o Datafolha, 27% dos brasileiros usam essa linha com frequência.

Para o presidente da IFD, outro fator que agravou o endividamento no país foi a facilidade do acesso a financiamentos. “A digitalização, o crescimento de fintechs que oferecem crédito instantâneo e ferramentas como Pix e Open Finance ampliaram o acesso ao crédito de forma inédita. Isso é positivo do ponto de vista da inclusão, mas não veio acompanhado de educação financeira na mesma velocidade”, analisa.

O executivo cita ainda algumas dicas para que o consumidor evite o endividamento. O acompanhamento da fatura ao longo do mês e a definição de limite de gastos inferior aos do cartão estão entre as principais dicas. Ele orienta ainda que o consumidor deve parcelar apenas em situações emergenciais, priorizando taxas de juros menores.

 

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