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Economia
Tarifaço

No Recife, ministro do Desenvolvimento afirma que o Brasil "não vai sucumbir às pressões externas"

Durante coletiva de imprensa, Márcio Elias Rosa classificou a decisão norte-americana como "indevida e descabida"

Elaine Guimarães

Publicado: 20/08/2026 às 21:11

Ministro cumpriu agenda no Recife, nesta quinta-feira (20)/Mauricio Ferry/DP Foto

Ministro cumpriu agenda no Recife, nesta quinta-feira (20) (Mauricio Ferry/DP Foto)

Cumprindo agenda no Recife, nesta quinta-feira (20), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, falou dos efeitos provocados pelas altas tarifas aos produtos brasileiros impostas pelo governo dos Estados Unidos. Durante coletiva de imprensa, Rosa classificou a decisão norte-americana como "indevida e descabida".

"Infelizmente, nós temos que enfrentar uma grande dificuldade, que é a imposição unilateral por parte dos Estados Unidos dessas medidas que consideramos indevidas e descabidas, porque não há motivo comercial e nem econômico", declarou. 

Márcio Elias Rosa salientou que o Brasil nunca saiu da mesa de negociações e "não sucumbirá a pressões externas". "O Brasil não vai sucumbir a nenhuma medida unilateral ou arbitrária, porque ele é muito maior do que esse tipo de medida."

Açúcar, uva e pets são os segmentos mais afetados pelo "tariço"

Com o novo tarifaço, cerca de 5.600 empresas brasileiras foram afetadas, segundo a ApexBrasil. Em Pernambuco, o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiepe), Bruno Veloso, diz que os segmentos mais afetados no estado são o açúcar, uva e pets.

"A nossa indústria tem uma relação forte com os Estados Unidos. Ele é nosso segundo país com maior volume de exportação. E isso [tarifaço] tem nos impactado", disse durante coletiva de imprensa.

Aos jornalistas, Veloso ressaltou que a questão deve ser tratada no campo econômico, não na esfera política. "As questões políticas não podem interferir nas questões econômicas. A gente entende que o diálogo é o caminho para voltar a ter uma relação com os Estados Unidos, que é uma relação de muitos anos."

Para auxiliar as empresas a aproveitarem o acordo com a União Europeia e socorrer os negócios impactados pelas tarifas, duas iniciativas principais estão em andamento. Composto por 142 ações e um investimento de R$ 95 milhões, o plano de apoio à importação vai atender 2.600 empresas.

Enquanto o plano de diversificação das exportações foca no auxílio as 5.600 empresas brasileiras afetadas pelo "tarifaço" a encontrarem mercados alternativos. A iniciativa conta com um orçamento reservado de R$ 210 milhões de recursos da ApexBrasil e foi estruturada junto a 29 setores e entidades privadas. A estratégia envolve a promoção de feiras internacionais, rodadas de negócios locais e a criação de um ambiente virtual para conectar empresas nacionais a novos compradores internacionais.

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