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GUERRA

Houthis lançam ataque contra Israel

Entrada dos Houthis no conflito no Oriente Médio pode escalar a guerra e também representar maior risco às exportações de petróleo e gás da região e ao transporte marítimo

Isabel Alvarez

Publicado: 28/03/2026 às 12:00

Os houthis, da minoria zaidi do islamismo xiita, controlam a capital Sanaa e outras partes do Iêmen/Foto: AFP

Os houthis, da minoria zaidi do islamismo xiita, controlam a capital Sanaa e outras partes do Iêmen (Foto: AFP)

No dia em que se assinala um mês de guerra no Oriente Médio, os Houthis do Iémen lançaram um ataque com mísseis balísticos contra o sul de Israel.

"As nossas operações continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados", declarou o grupo rebelde do Iémen.

A entrada dos Houthis no conflito no Oriente Médio pode escalar a guerra e também representar maior risco às exportações de petróleo e gás da região e ao transporte marítimo.

Com o Estreito de Ormuz praticamente fechado há um mês, os Houthis podem ameaçar outro estrangulamento crítico na rota marítima mundial, o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao oceano Índico.

"Fechar este ponto de passagem é uma opção viável”, avisou Mohammed Mansour, subsecretário do Ministério da Informação dos Houthis.

Os Houthis, em apoio ao grupo Hamas, já atacaram navios mercantes no Mar Vermelho, após Israel ter lançado a ofensiva militar na Faixa de Gaza. Mais de 100 navios foram atingidos antes do grupo iemenita declarar uma pausa em novembro passado.

Esses ataques obrigaram centenas de embarcações a desviar a rota pelo cabo da Boa Esperança, aumentando a duração e o custo das viagens.

Enquanto isso, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, conversou hoje com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, país que faz a mediação nas negociações indiretas entre Teerã e Washington para um acordo de paz. "É necessária confiança para facilitar conversações e mediação sobre o conflito no Oriente Médio, disse Pezeshkian, que elogiou os esforços diplomáticos paquistaneses.

No entanto, reiterou ainda que o Irã retaliará com firmeza se infraestruturas e centros econômicos forem visados e deixou um aviso aos países da região: "Se querem desenvolvimento e segurança, não permitam que os “inimigos” conduzam a guerra a partir dos seus territórios", afirmou.

Já os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Egito e Turquia devem se reunir neste fim de semana em Islamabad para discussões sobre a guerra.

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