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CASO MASTER

Preso pela PF, Daniel Vorcaro escondeu R$ 2,2 bi na conta do próprio pai

Informações constam no pedido de prisão preventiva da PF apresentado ao STF

Diario de Pernambuco

Publicado: 04/03/2026 às 15:58

Banqueiro Daniel Vorcaro/Reprodução/ Redes Sociais

Banqueiro Daniel Vorcaro (Reprodução/ Redes Sociais)

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF), ocultou mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta bancária em nome do pai, Henrique Moura Vorcaro, mesmo após ter sido solto no fim de 2025.

É o que aponta o pedido de prisão preventiva apresentado ao Supremo Tribunal federal (STF), divulgado pelo portal G1. O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, que autorizou nova ordem de prisão.

Segundo o documento, a PF apontou que o risco de fuga de Vorcaro permanece elevado. Citou também a existência de “jatos privados” à disposição do investigado e um “extenso patrimônio no exterior, inclusive em paraísos fiscais”.

Os investigadores também afirmam que começam a aparecer sinais de dilapidação desse patrimônio, o que reforçaria a necessidade da prisão.

Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, afirmou que "são incorretas as informações divulgadas no sentido de que a conta mencionada na decisão do STF seja de sua titularidade".

Ocultação bilionária

A PF destacou ao STF que, mesmo depois de Vorcaro ter sido colocado em liberdade em 28 de novembro de 2025, a organização criminosa da qual Vorcaro seria o principal articulador continuou a ocultar valores bilionários utilizando nomes de terceiros.

As autoridades relatam que as descobertas só foram possíveis após a Segunda Fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026.

Na ocasião, medidas de bloqueio financeiro revelaram um montante de R$ 2.245.235.850,24, registrado na conta do pai do banqueiro e mantido junto à CBSF DTVM, mais conhecida no mercado como REAG.

O pedido de prisão descreve o valor como uma “quantia impressionante” e afirma que sua existência só foi identificada graças às ações executadas durante a nova etapa da investigação.

No mesmo trecho, a PF faz uma comparação direta entre a ocultação dos recursos e o prejuízo causado pelo Banco Master, que teria deixado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro — valor atualmente coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Os investigadores afirmam ainda que a conduta delitiva “se perpetuou mesmo após” a soltura do banqueiro, reforçando a tese de reiteração criminosa.

 

PF , stf , Vorcaro
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