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Toffoli nega que teve acesso à quebra de sigilo do celular de Vorcaro

Segundo o ministro, material chegou ao STF após ele deixar relatoria

Agência Brasil

Publicado: 06/03/2026 às 16:31

Toffoli foi alvo de críticas no Congresso e admitiu ser sócio da Maridt, empresa familiar que realizou operações financeiras com um fundo administrado pelo cunhado de Daniel Vorcaro/crédito: Fellipe Sampaio /STF

Toffoli foi alvo de críticas no Congresso e admitiu ser sócio da Maridt, empresa familiar que realizou operações financeiras com um fundo administrado pelo cunhado de Daniel Vorcaro (crédito: Fellipe Sampaio /STF)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta sexta-feira (6) que não teve acesso às quebras de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro no período em que foi relator do inquérito que investiga as fraudes no Banco Master.

Por meio de seu gabinete, o ex-relator declarou que as quebras de sigilo chegaram ao Supremo após 12 de fevereiro, data na qual o ministro André Mendonça assumiu o processo.

A manifestação foi divulgada para rebater críticas de que teriam ocorrido prejuízos para a investigação durante o período em que comandou o inquérito.

Toffoli ainda ressaltou que autorizou todos os pedidos cautelares feitos pela Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) até deixar a relatoria, e as investigações continuaram normalmente “sem prejuízo da apuração dos fatos” e nenhum pedido de nulidade deferido.

No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular de Vorcaro. O banqueiro teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

 

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