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PT oficializa apoio a João Campos para o Governo de PE e nacionaliza palanque com foco em Lula

Reunião do diretório estadual do PT aconteceu na manhã deste sábado (28); apoio a João Campos foi aprovado

Mareu Araújo

Publicado: 28/03/2026 às 17:19

Apoio a João Campos (PSB) foi aprovado pelo PT neste sábado (28)/Foto: Sandy James/DP Foto

Apoio a João Campos (PSB) foi aprovado pelo PT neste sábado (28) (Foto: Sandy James/DP Foto)

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco oficializou, em reunião do diretório estadual neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura do prefeito João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. O evento, que reuniu as principais lideranças da esquerda local, foi marcado por um tom de "unidade" e pela nacionalização do debate eleitoral.

Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.

Humberto também destacou o protagonismo internacional do país sob a liderança de Lula, afirmando que a voz do presidente e a do Brasil “caminham no oposto” dos conflitos.

“É importante manter esse projeto estratégico. Porque com essa união, com Lula presidente e com João Campos governador, Pernambuco pode muito mais. Você, João, já provou que é possível sempre fazer muito mais”, afirmou o pré-candidato.

Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.

Em seu discurso, Campos também rebateu questionamentos sobre a forte influência do "lulismo" em sua chapa e declarou: “Ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho nenhum problema em afirmar isso”. Segundo o pré-candidato, a chapa “sela uma coerência de campo político”.

“Chegou a hora de a gente fazer por ele [Lula] o que ele faz pela gente. Porque mais uma vez, o Brasil precisa dele. Mais uma vez, a gente requisita a candidatura dele", disse.

Críticas à oposição

Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral.

“Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.

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