Ivan propõe palanque com Raquel e João em eventual visita de Lula: "Momento de unir o país"
Candidato também comentou sobre estratégia de Raquel Lyra e João Campos de utilizá-lo para atacar um ao outro
Publicado: 21/09/2026 às 22:58
Ivan Moraes em coletiva após debate na TV Guararapes (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)
O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) defendeu a composição de um palanque triplo, ao lado dos adversários Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), no caso de uma eventual visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pernambuco nesta campanha eleitoral. Em coletiva após debate na TV Guararapes, nesta segunda-feira (21), o ex-vereador afirmou que a disputa nacional se sobrepõe ao embate pelo Palácio do Campo das Princesas.
“A gente precisa entender que a eleição mais importante desse ano é a do presidente Lula, eleição nacional. O Brasil está sofrendo um risco, inclusive tem intervenção do exterior. Os Estados Unidos estão de olho e a família Bolsonaro está lá conspirando contra o Brasil. Então a gente não pode dar mole”, afirmou.
Para Ivan, a unidade com a governadora e com o ex-prefeito seria uma forma de impedir o avanço do pensamento ideológico vinculado ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
“Se Lula de fato vier, a gente vai ter uma oportunidade fantástica em Pernambuco. Você imagina os três principais candidatos que têm representação na Câmara, no mesmo palanque, dizendo a todo mundo que aqui em Pernambuco, no lugar em que a democracia nasceu, o Bolsonaro, o fascismo e a extrema-direita não se criam”, disse.
No pleito deste ano, Lula declarou apoio à candidatura de João Campos para o Executivo estadual. Nos bastidores, a possível passagem do presidenciável petista é apontada para a próxima sexta-feira (25), mas ainda sem confirmação oficial das campanhas. A visita é tida como fundamental para reforçar a campanha do socialista, que tem figurado como segundo colocado em pesquisas recentes.
Crítica aos adversários
Apesar de sugerir uma unidade no cenário nacional, Ivan não poupou críticas aos concorrentes ao longo do debate desta segunda-feira (21). Questionado sobre uma possível estratégia aplicada por Raquel e João, de utilizá-lo para atacar um ao outro, o candidato mencionou o histórico político em comum de ambos.
“Eles esquecem, talvez de forma proposital, que ambos estiveram juntos para a gente chegar onde chegou. Raquel era do PSB até muito pouco tempo atrás, fez parte do governo Eduardo [Campos], que é pai de João Campos. Antes de Raquel, foi Paulo Câmara [ex-governador], João era chefe de gabinete, antes dele era o pai dela, antes dele era o pai dele”, disse.
O líder da Frente Pernambuco de Luta afirmou ainda que tem utilizado as oportunidades para apresentar o conteúdo do seu plano de governo. “Não vou cair em armadilha de usar perguntas dos outros para atacar ninguém. Eu vou, naturalmente, fazer as críticas necessárias, com o respeito necessário, mas aproveitar cada segundo do debate para falar das minhas propostas”, declarou.