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Motoristas por aplicativo vão ao Palácio do Campo das Princesas para cobrar segurança

A carreata ocorreu no início da tarde esta quarta-feira (4), saindo do Centro de Convenções, em Olinda, com destino à sede do Palácio do Campo das Princesas

Cadu Silva

Publicado: 04/03/2026 às 14:00

Motoristas por aplicativo cobbram mais segurança /Rafael Vieira/DP

Motoristas por aplicativo cobbram mais segurança (Rafael Vieira/DP)

Motoristas por aplicativo chegaram, no início da tarde desta quarta-feira (4), ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo, na área central do Recife, após realizarem uma carreata, em busca de justiça e mais segurança para a categoria.

Segundo informações da categoria, o grupo saiu do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, na Região Metropolitana, com destino à sede do Governo de Pernambuco. A mobilização reuniu profissionais que atuam no transporte por aplicativo, tanto de carro quanto de moto.

Durante o ato, os motoristas permaneceram dentro dos veículos e utilizaram balões na cor preta para chamar atenção às reivindicações. Ao chegarem ao palácio, encontraram grades de proteção instaladas em todo o entorno do prédio, impedindo a entrada dos manifestantes na sede do governo.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo de Pernambuco (Sindmape), Anderson Câmara, o protesto ocorre após a morte do motorista Victor Dantolli de Fontes Souza, de 36 anos, vítima de assalto no bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife.

O caso repercutiu entre os trabalhadores, que relatam preocupação com a violência enfrentada durante as viagens e afirmam que o clima entre a categoria é de insegurança.

A categoria solicita uma reunião com a governadora Raquel Lyra e com a Secretaria de Defesa Social para discutir a criação de um plano de segurança voltado aos motoristas que atuam por aplicativos no estado.

A motorista por aplicativo Eliane Paulino, 50 anos, que atua na profissão há 10 anos, afirma que a insegurança acompanha a categoria desde o início das atividades.

“Isso é antigo. Desde quando começamos a trabalhar aqui em Recife foram muitas mortes, muita insegurança. A gente não tem segurança nem quando vai embarcar, nem quando vai desembarcar um passageiro. Eu mesma peço para o passageiro fazer o PIX cinco minutos antes de encerrar a corrida. Quando ele desce, eu já travo a porta, porque a insegurança é muito grande”, relatou.

Ela também questionou a presença de policiamento nas ruas. “Enquanto a governadora diz que comprou armamento e viaturas, a gente não vê viatura nas ruas. Se tivesse viatura, poderia ter abordado os suspeitos”, afirmou.

Eliane destacou ainda o receio enfrentado pelas mulheres na profissão. “A gente é assaltado por passageiro, é assaltado fora do carro, na hora que está esperando ou deixando alguém. Quando a gente é mulher, o medo é maior. Não é só o roubo, existe o medo de outras violências também”, disse.

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