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CHUVAS

Envio de recursos para Pernambuco pode ser liberado em até 3 dias após aprovação, diz secretário da Defesa Civil Nacional

Wolnei Wolff Barreiros declarou que, neste primeiro momento, atenção deve ser total às pessoas

Adelmo Lucena

Publicado: 01/05/2026 às 19:24

Fortes chuvas causam transtornos a moradores do Recife/Foto: Nanda Prista/Esp DP

Fortes chuvas causam transtornos a moradores do Recife (Foto: Nanda Prista/Esp DP)

Uma equipe da Defesa Civil Nacional chega ao Recife ainda na noite desta sexta-feira (1º) para atuar junto aos municípios afetados pelas chuvas, na articulação das demandas emergenciais. Ao Diario de Pernambuco, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, detalhou como será o apoio.

Segundo ele, o foco inicial é orientar as gestões municipais sobre como acessar recursos federais e estruturar a resposta à população atingida. “A equipe já está em deslocamento e chega ainda hoje ao Recife. A partir de amanhã de manhã, começa a trabalhar junto com a Defesa Civil do Estado e dos municípios, orientando passo a passo para que eles possam acessar os recursos do governo federal”, afirmou Barreiros.

O secretário explicou que o primeiro passo é a decretação de situação de emergência pelos municípios, seguida da solicitação de reconhecimento federal por meio do sistema oficial. “Nós conseguimos analisar esse pedido muito rapidamente e, já a partir de amanhã, conforme os decretos forem chegando, podemos fazer esse reconhecimento”, assegurou.

Com o reconhecimento, as cidades ficam habilitadas a receber recursos e apoio federal. A atuação, segundo o secretário, ocorre em três etapas, sendo elas assistência humanitária, restabelecimento e plano de reconstrução.

“Sabendo quantas pessoas foram desabrigadas e afetadas, já é possível fazer um primeiro plano e um dimensionamento inicial. Esse plano precisa sair muito rápido da prefeitura", explicou. “Chegando em Brasília, conseguimos aprová-lo no mesmo dia e, em até três dias, o recurso já pode estar na conta do município para atender a população”.

Na fase inicial, o objetivo é garantir a proteção das pessoas e o atendimento das necessidades básicas. “Neste primeiro momento, a atenção é total às pessoas. É resgate, salvamento, retirada de áreas de risco e acolhimento em abrigos ou casas de parentes. Depois, entra o plano de assistência humanitária, com recursos para compra de cestas básicas, água, colchões, kits de higiene e limpeza, para que as famílias possam retomar suas casas”, afirmou.

Reparos e planos de reconstrução

Com a redução das águas, as equipes passam a avaliar os danos à infraestrutura. Quando os prejuízos são menores, entra o plano de restabelecimento, que inclui reparos emergenciais e limpeza urbana. “A gente também apoia o prefeito na retirada de lama, entulho e resíduos das ruas. É uma limpeza que precisa ser feita rapidamente, e o Governo Federal pode custear esse serviço”, destacou.

Já em casos de destruição mais severa, como deslizamentos e perda de estruturas, é acionado o plano de reconstrução. “Quando há destruição maior, como pontes ou casas, a gente constrói junto com o município o plano de reconstrução. No caso de moradias, é determinação que sejam construídas novas casas em áreas seguras e entregues gratuitamente às famílias que perderam tudo”, disse.

O secretário também alertou para a necessidade de respostas rápidas diante do cenário. “O mais importante é que tudo seja feito com agilidade, para atender a população no menor tempo possível”, reforçou.

Em 2025, o governo federal anunciou o envio de R$ 712 milhões para serviços de drenagem e obras de contenção de encostas em áreas de risco para 14 municípios do estado. Deste total, R$ 44,4 milhões foram previstos para Olinda.

Chuvas

As ações ocorrem em meio a um cenário crítico provocado pelas chuvas, que já deixaram quatro mortos, sendo dois no Recife e dois em Olinda, após deslizamentos de barreiras. Na capital, as vítimas foram mãe e filho, atingidos em Dois Unidos, na Zona Norte.

De acordo com a Defesa Civil de Pernambuco, há ainda 422 pessoas desabrigadas, 1.068 desalojadas e cinco feridos em decorrência dos temporais.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), pelo menos seis municípios registraram mais de 180 milímetros de chuva nas últimas 24 horas. Os maiores acumulados foram em Abreu e Lima (199 mm), Goiana (196 mm), Paulista (189 mm), Camaragibe (187 mm), Olinda (184 mm) e Igarassu (183 mm). Recife também teve volume elevado, com 165 mm.

A previsão é de continuidade das chuvas ao longo do sábado (2), mantendo o estado de alerta para novos transtornos e ocorrências.

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