'Boneca do Mal' e 'Gatinha do Mal' são condenadas por matar jovem em Vitória de Santo Antão
Júri Popular de Vitória de Santo Antão fixou penas de 19 e 17 anos de prisão. Crime foi motivado por desentendimento iniciado nas redes sociais, segundo a investigação
Publicado: 11/07/2026 às 17:43
Maryane Izabelle da Silva Santos foi morta em Vitória de Santo Antão com um golpe de faca (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O Tribunal do Júri de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, condenou na sexta-feira (10) Thaíssa da Silva Maximiano, conhecida como "Boneca do Mal", e Larissa, conhecida como "Gatinha do Mal", pelo assassinato de Maryane Izabelle da Silva Santos, de 22 anos.
O crime ocorreu em 8 de junho de 2025 e, segundo a Polícia Civil, teve origem em um desentendimento iniciado nas redes sociais. Thaíssa foi sentenciada a 19 anos de prisão, enquanto Larissa recebeu pena de 17 anos de reclusão. Ambas respondiam por homicídio qualificado.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que não havia provas materiais suficientes para comprovar a autoria do crime. Os advogados alegaram que a investigação não reuniu elementos capazes de responsabilizar as acusadas e defenderam que os depoimentos colhidos ao longo do processo, por si só, não justificariam uma condenação.
Após os debates entre acusação e defesa, no entanto, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e decidiu pela condenação dos dois réus.
Discussão terminou em morte
De acordo com a investigação da Polícia Civil, Mariane Isabelle e Thaíssa eram amigas desde a infância. A relação teria se deteriorado após trocas de acusações e publicações em redes sociais.
No dia do crime, a vítima foi até a residência de Thaíssa para tirar satisfações sobre uma postagem. No local, também estava Larissa. Conforme a denúncia do Ministério Público, durante a discussão Larissa entregou uma faca a Thaíssa, que desferiu um golpe nas costas de Mariane.
A jovem chegou a ser socorrida pelo ex-companheiro e levada ao Hospital João Murilo de Oliveira, em Vitória de Santo Antão, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante o julgamento, o Ministério Público defendeu que ambas atuaram para o homicídio, ainda que apenas uma delas tenha desferido o golpe.
Segundo a acusação, a participação de Larissa consistiu em fornecer a faca utilizada no crime e impedir a intervenção do ex-companheiro da vítima durante a briga. O MPPE sustentou que todos aqueles que contribuem para a prática do delito respondem pelo crime na medida de sua participação.
Após o homicídio, Thaíssa foi presa em flagrante. Em depoimento, atribuiu a autoria do crime a Larissa. Presa no dia seguinte, ela também negou responsabilidade e afirmou que o golpe teria sido desferido pela amiga.
As duas permaneceram presas preventivamente desde junho de 2025 até o julgamento realizado nesta sexta-feira.