Paulinho Moska faz show no Recife com violões de madeira de rescaldo do incêndio no Museu Nacional
O show "Os Violões Fênix do Museu Nacional", de Paulinho Moska, acontece na sexta-feira (27), às 20h, no Teatro do Parque, e dá destaque a violões feitos com madeira de rescaldo do incêndio que destruiu o Museu Nacional
Publicado: 26/03/2026 às 06:00
Paulinho Moska garante que os instrumentos têm "acabamento de altíssima classe" (Foto: Thainan Philot)
Há shows que são apenas shows. E há shows onde a música é apenas um detalhe de uma história muito maior. É o caso do espetáculo "Os Violões Fênix do Museu Nacional", de Paulinho Moska. Na sexta-feira (27), às 20h, o cantor e compositor carioca sobe ao palco do Teatro do Parque com dois instrumentos que dão nome ao espetáculo, feitos a partir de madeiras de rescaldo do incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2018. Os ingressos estão à venda no Sympla.
A relação entre o artista e os violões começou com a iniciativa do subtenente bombeiro Davi Lopes, que atuou no apagamento ao fogo do museu. Davi é um luthier, um artífice especializado na confecção de instrumentos musicais, e, em colaboração com jornalistas, produtores e artistas, incluindo Paulinho Moska, fundou o grupo "Fênix".
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Em entrevista ao Diario, Paulinho reforça que os violões não deixam nada a dever a instrumentos de alta qualidade. "São muitas camadas de beleza e poesia, além de um acabamento técnico de altíssima classe”, conta.
A mesma ideia de renovação que deu novo sentido às madeiras resgatadas também orienta o setlist, embalado por clássicos autorais como “A Seta e o Alvo” e “Pensando em Você”, além de releituras de "Refazenda" (Gilberto Gil) e “Sentado à Beira do Caminho” (Erasmo Carlos e Roberto Carlos).
Antes do início da apresentação, serão exibidos os primeiros minutos do documentário “Fênix: o Voo de Davi”, de Vinícius Dônola, João Rocha e Roberta Salomone, disponível no Globoplay e que tem a canção “Tudo Novo de Novo”, de Moska, como tema principal.
Há quase três anos em circulação no país, o músico não vê a turnê chegando ao fim tão cedo. Seu desejo é construir um espetáculo que, como um museu, possa ser revisitado ao longo do tempo. “Estar em uma turnê e ter registros, fotografias, filmagens, gravações, também me coloca nesse aspecto do eterno, que está na arte e está no museu. É muito emocionante”, vibra o artista.
Apesar da intimidade com os violões, ele só os encontra no palco. ”Eu não posso ficar em casa treinando. Tudo isso faz com que seja uma noite muito especial”, completa.