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Montagem inédita de ‘O Filho’ chega ao Teatro Luiz Mendonça neste fim de semana

Baseado em texto de sucesso de Florian Zeller, espetáculo 'O Filho', traz Gabriel Braga Nunes e Maria Ribeiro em drama que discute depressão adolescente e dificuldades de entendimento no seio familiar

André Guerra

Publicado: 04/04/2026 às 06:00

 /Divulgação

(Divulgação)

Chega ao Recife, neste fim de semana, a montagem brasileira inédita de “O Filho”, do dramaturgo e cineasta francês Florian Zeller. A peça original, que já circulou por mais de 20 países, foi levada ao cinema em 2022, com Hugh Jackman e Laura Dern nos papéis principais. Já a adaptação nacional para o teatro é estrelada por Gabriel Braga Nunes, Andreas Trotta, Maria Ribeiro, Thais Lago, Marcio Marinello e Luciano Schwab, com sessões no Teatro Luiz Mendonça no sábado, às 20h, e no domingo, às 18h.

A ficção trata de um adolescente de 16 anos chamado Nicolas (interpretado no palco por Trotta), que sai da casa da mãe, Anne (Ribeiro), e vai morar com o pai, Pierre (Nunes), buscando reorganizar a própria vida em meio a um quadro de grave depressão. A partir dos conflitos que surgem dessa complexa rede de relações, a trama mergulha em temas delicados ligados à saúde mental e reflete sobre as dificuldades de entendimento em núcleos familiares emocionalmente fragilizados.

O trabalho mais conhecido de Florian Zeller, é a peça “O Pai”, já encenada no Brasil e que originou o aclamado filme “Meu Pai”, protagonizado por Anthony Hopkins, vencedor do Oscar de Melhor Ator em 2021. O autor, que também levou o prêmio da Academia pela adaptação do roteiro da obra para o cinema, tornou-se, desde então, um dos nomes mais prestigiados do teatro, sobretudo pela forma como concentra o drama em poucos personagens e explora cenários minimalistas.

Na versão de “O Filho” trazida ao Brasil, a direção é de Léo Stefanini, que também fez uma adaptação de “O Pai” e, portanto, já está familiarizado com o texto de Zeller. A proposta da encenação, novamente, reforça a força dos atores em cena, apostando em cenários simples para que a expressividade esteja na condução do elenco e na profundidade dramática dos diálogos.

Stefanini tenta montar a peça desde 2018 e, após o sucesso da adaptação anterior — reconhecida pelo próprio Zeller em rede social na ocasião. De lá para cá, o aumento dos casos de depressão adolescente em diferentes contextos sociais e emocionais tornou-se um dos nortes temáticos da montagem, que conta ainda com tradução de Carolina Gonzales e figurinos de Yakini Rodrigues.

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