Políticos pernambucanos lamentam morte de Raimundo Carrero
Atual prefeito do Recife, Victor Marques, e os ex-prefeitos da capital, João Campos e João Paulo, lamentaram a morte do jornalista Raimundo Carrero nas redes sociais
Publicado: 16/06/2026 às 11:21
Raimundo Carrero faleceu na madrugada deste terça (16), aos 78 anos (Foto: Marina Torres/Acervo DP)
A morte do escritor e jornalista Raimundo Carrero, nesta terça (16), segue repercutindo. Nas redes sociais, a partida do colunista do Diario de Pernambuco segue sendo lamentada por políticos e instituições.
Carrero faleceu em decorrência de um câncer e será velado na Academia Pernambucana de Letras, a partir das 12h, na sede da instituição, na Avenida Doutor Malaquias, no bairro da Madalena, na Zona Norte do Recife.
Políticos
O prefeito do Recife, Victor Marques, publicou que recebeu com “muita tristeza a notícia da partida de Raimundo Carrero”. Ele destacou Carrero como um “grande escritor, jornalista e formador de gerações de novos autores”.
Por fim, reforçou que a história de Raimundo, a palavras e a contribuição dele à cultura nordestina seguirão vivas. “Minha solidariedade à família, aos amigos e a todos os que admiravam seu trabalho”, finalizou.
O pré-candidato ao governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife, João Campos, afirmou soube do falecimento de Carro com “profundo pesar”, e o destacou como “dos maiores escritores da história de Pernambuco e uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea”.
“Carrero ajudou a projetar Pernambuco para o Brasil e para o mundo, formando gerações de leitores e escritores e enriquecendo o patrimônio cultural do nosso país.
Neste momento de dor, expresso minha solidariedade aos familiares, amigos, admiradores e a todos aqueles que foram tocados por sua palavra e por seu talento”, escreveu.
O Deputado Estadual João Paulo postou uma mensagem de luto, dizendo que “Pernambuco e o Brasil amanhecem mais tristes com a partida de Raimundo Carrero”.
“Escritor brilhante, vencedor do Prêmio Jabuti e uma das vozes mais profundas da nossa literatura, deixa uma obra imensa e um legado inestimável para a cultura pernambucana e brasileira. Minha solidariedade à família, amigos e admiradores”, finalizou o parlamentar.
Instituições
Em nota de pesar, a Academia Pernambucana de Letras pontuou a coincidência de que Raimundo faleceu no dia do aniversário de Ariano Suassuna, outro grande nome da literatura brasileira, com quem teve uma grande amizade. Carrero fazia parte da instituição desde 2004.
Além disso, Carrero foi destacado como “um dos mais importantes escritores pernambucanos de sua geração”. As conquistas dele, como os Prêmios Machado de Assis, São Paulo de Literatura e o Jabuti, também foram exaltadas no texto.
Por fim, a Academia se solidarizou com familiares, amigos, leitores e admiradores do colunista do Diario de Pernambuco.
PPGCOM
O Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) lamentou profundamente o falecimento de Raimundo, que era pai do professor Rodrigo Carreiro, docente permanente do PPGCOM.
“Neste momento de imensa tristeza, prestamos nossa irrestrita solidariedade ao professor Rodrigo Carreiro, docente permanente do nosso Programa e filho do autor, estendendo nosso abraço a todos os familiares, amigos e admiradores de sua trajetória.
Reconhecido como um dos autores mais importantes de sua geração e pilar fundamental do Movimento Armorial, Raimundo dedicou sua vida à literatura com paixão e compromisso. Com obras premiadas que marcaram o Brasil, como A História de Bernarda Soledade, e uma longa e célebre trajetória no jornalismo pernambucano, sua contribuição literária inspirou e continuará inspirando gerações.
A comunidade do PPGCOM-UFPE unem-se em luto e respeito à memória deste gigante da nossa cultura.
Fundação Joaquim Nabuco
A Fundação Joaquim Nabuco também emitiu uma nota de pesar pela morte de Carrero. Confira na íntegra:
“A Fundação Joaquim Nabuco lamenta o falecimento do escritor e jornalista pernambucano Raimundo Carrero, ocorrido nesta terça-feira (16).
Natural de Salgueiro-PE, Raimundo Carrero foi uma das vozes mais marcantes da literatura brasileira contemporânea e um nome central do Movimento Armorial, ao lado de Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho e Gilberto Freyre.
Sua obra, marcada pela fusão entre a erudição e os símbolos da cultura popular nordestina, rendeu-lhe reconhecimentos como o Prêmio Jabuti, o Prêmio São Paulo de Literatura, o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte e o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional.
Entre seus livros de destaque estão “Somos pedras que se consomem” e “A minha alma é irmã de Deus".
Além da trajetória literária, Carrero dedicou parte de sua vida ao serviço público da cultura em Pernambuco. Foi assessor de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco, funcionário da Universidade Federal de Pernambuco e presidente da Fundação de Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco - Fundarpe até 1998.
Atuou por 25 anos no Diario de Pernambuco como crítico literário e editor-chefe, e integrou a Academia Pernambucana de Letras desde 2005.
Raimundo Carrero deixa um legado que seguirá inspirando gerações de escritores e leitores do Nordeste e do Brasil.
A Fundaj se solidariza com familiares, amigos, leitores e com toda a comunidade cultural de Pernambuco neste momento de perda”, publicou a FUNDAJ.