Versão pocket do Afropunk chega pela 1ª vez no Recife com Lia de Itamaracá, Ebony e Linn da Quebrada
Versão pocket do festival chega ao Recife pela primeira vez, no campus da UFPE, com programação que inclui grandes nomes da música negra
Publicado: 11/09/2026 às 06:00
(Danilo.Filme/Divulgação)
Expandindo seu alcance para dialogar com diferentes públicos brasileiros, o festival Afropunk Experience Recife chega à cidade neste sábado, 12 de setembro, na concha acústica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a partir das 17h. Lia de Itamaracá e Daúde abrem as apresentações com o show do disco “Pelos Olhos do Mar”, que sela a parceria das duas e dá o tom diverso e emocional do evento, buscando fortalecer tanto o encontro geracional quanto as diferentes influências da cultura negra. Os ingressos, já disponíveis no site da IDW, custam a partir de R$ 125 (meia-entrada).
A programação, que inclui nomes como Ebony, Linn da Quebrada, Barbarize, Marley no Beat e DJ Boneka, é a versão pocket do Afropunk Brasil, que realizou sua primeira edição em 2021, em Salvador. “Sabemos que nem todo mundo tem condições de viajar até outro estado para participar do festival, então propomos essa experiência de um dia intenso de grandes atrações para que as pessoas possam sentir o gosto desse line-up incrível, conhecer um pouco mais ou redescobrir artistas e canções”, salienta ao Diario a coordenadora de projetos do festival, Gabrielle Guido. “Queremos incentivar as pessoas a irem até Salvador, onde fazemos a grande festa, mas buscando sempre democratizar o poder da música negra para esse país tão gigante”.
Ela comenta ainda sobre o potencial do evento para fortalecer ainda mais as duas capitais como pólos de produção musical. “Temos que unir o poder de nossas identidades sonoras, que têm tantas distinções e, ao mesmo tempo, tantas similaridades, nos movimentos, nos estilos, nas vozes e histórias”, reforça. “A rixa entre o Recife e Salvador é, no fim das contas, somente uma brincadeira interna para que possamos preservar nosso protagonismo. Juntos, como se provou tantas vezes, inclusive no cinema, somos incrivelmente representativos da cultura brasileira e nordestina. E a música negra deve muito a essa pluralidade entre nós”.
Um dos curadores do Afropunk, Ismael Fagundes, destaca: “Desde a sua estreia, o evento tem mantido um diálogo constante com diferentes regiões do país e também com artistas internacionais intercontinentais, de países como Colômbia, Jamaica, Angola, Estados Unidos e diferentes territórios europeus. O Brasil passa a se consolidar como espaço de celebração da música afro”, celebra. “No Experience, essa circulação segue apresentando esses encontros para ampliar de verdade esse impacto que já tem se mostrado tão prolífero”.
Ismael seguiu Gabrielle ao exaltar o Recife como um cenário enriquecedor para a carreira e para a produção desses artistas. “Termos a presença mais que especial de artistas da cena pernambucana de diferentes gerações aumenta a compreensão de como a música afro-brasileira é maior do que tanta gente imagina”, afirma. “A diversidade da própria cultura negra, refletida no Afropunk Brasil, é a chama que mantém aceso o festival e os artistas que passaram e passarão pelo palco. Certeza que o Recife nos receberá de braços abertos”, conclui.
O COMEÇO
O Afropunk teve origem em Nova York, em 2005. A primeira edição do projeto no Brasil estava planejada para acontecer na Bahia em 2020, mas, por conta da pandemia, seu formato presencial foi adiado para o dia 27 de novembro do ano seguinte. O evento aconteceu com formato híbrido e plateia presencial reduzida. Naquela edição, foram chamados nomes como Mano Brown (convida Duquesa) Tássia Reis (convida Ilê Aiyê), Luedji Luna (convida Duo Yoún), Malia (convida Margareth Menezes) e Urias (convida Vírus).