EUA completam investimento de US$ 750 milhões na Serra Verde como parte de projeto da USA Rare Earth
Aporte do governo americano ajudará no financiamento para aquisição da única mineradora de terras raras em operação no Brasil
Publicado: 24/08/2026 às 20:01
A USA Rare Earth anunciou o acordo para aquisição da Serra Verde em abril; mais de US$ 1 bilhão já foi investido no projeto (Divulgação/Serra Verde)
A USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira (24) que a sociedade de propósito específico que adquirirá 100% da produção da Fase 1 de materiais de terras raras produzidos pelo Serra Verde Group, do Brasil, concluiu os trâmites de sua capitalização.
Em comunicado, a empresa apontou que o Departamento de Guerra se comprometeu a investir US$ 750 milhões, um valor US$ 250 milhões superior aos US$ 500 milhões originalmente previstos.
Com a conclusão da aquisição da Serra Verde, a USA Rare Earth passará a deter a única mina fora da Ásia a produzir comercialmente os quatro elementos de terras raras magnéticos, consolidando assim uma cadeia de valor integrada de terras raras da mina ao ímã e além. A capitalização totalizou um montante ampliado de US$ 1,55 bilhão em recursos.
"Apreciamos o apoio estratégico e o compromisso de financiamento ampliado do governo dos EUA e temos orgulho de dar continuidade à nossa sólida parceria para construir uma cadeia de suprimentos de terras raras segura e resiliente", afirmou Michael Blitzer, Presidente do Conselho da USA Rare Earth. "Com mais de US$ 1 bilhão já investidos, a Serra Verde é um dos projetos de terras raras mais avançados do mundo. A Serra Verde agora pode começar a fornecer esses materiais críticos para o mercado dos EUA e está posicionada para ser a primeira a entregar os quatro tipos em escala para as cadeias de suprimentos do Ocidente", apontou.
A USA Rare Earth passará a ser proprietária da mina Pela Ema, em Goiás - a única de terras raras em argila iônica em produção comercial fora da Ásia - e operará uma cadeia de valor integrada de terras raras, da mina ao ímã, abrangendo os Estados Unidos, o Reino Unido e o Brasil.
Os ímãs de terras raras são componentes fundamentais das tecnologias que impulsionam a economia atual: desde a mobilidade e a eletrificação até a robótica e os data centers, passando por plataformas aeroespaciais e de defesa que garantem a segurança nacional, bem como tecnologias energéticas e médicas que melhoram vidas em todo o mundo. A transação também proporcionará à Serra Verde acesso a tecnologias emergentes de processamento de terras raras, aprofundando a integração da cadeia de valor combinada das duas empresas.
- Brasil tem desafio de explorar terras raras ainda sem conhecer o setor, diz diretor do MME
- Dizer que quero entregar terras raras aos EUA é burrice e mau-caratismo, diz Caiado
- Em convenção do PT, Lula promete investir em defesa e proteger terras raras de China e EUA
- STF: Nunes Marques dá 10 dias para AGU se manifestar sobre omissão em regular terras raras
- Terras raras: "Brasil não abre mão de sua soberania", diz Lula