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ORIENTE MÉDIO

Mídia revela que Irã iniciou a colocação de minas no Estreito de Ormuz

As fontes relataram ao canal CNN Internacional que a colocação de minas ainda não é extensa, tendo sido instaladas algumas dezenas nos últimos dias

Isabel Alvarez

Publicado: 10/03/2026 às 18:17

Estreito de Ormuz/Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images

Estreito de Ormuz (Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images)

Segundo duas fontes que tem acesso aos relatórios dos serviços secretos dos Estados Unidos, o Irã começou a colocar minas no Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento energético mais importante do mundo, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto

As fontes relataram ao canal CNN Internacional que a colocação de minas ainda não é extensa, tendo sido instaladas algumas dezenas nos últimos dias. O regime de Teerã mantém entre 80% a 90% das suas pequenas embarcações e navios lança-minas na zona e suas forças ainda podem depositar centenas de minas na rota navegável.

Os Guardas da Revolução Islâmica, que efetivamente controla o estreito juntamente com a marinha tradicional iraniana, tem a capacidade de destacar um corredor de embarcações dispersas de colocação de minas, barcos carregados de explosivos e baterias de mísseis baseadas em terra.

Enquanto isso, o tráfego pelo Estreito de Ormuz praticamente parou e, de acordo com os analistas internacionais, pode desencadear a crise energética mais severa desde os anos 1970 e ameaçar a economia global. “Em toda a história registrada do Estreito, ele nunca foi fechado. Para mim, não era apenas o pior cenário possível. Era algo impensável,” afirmou Natasha Kaneva, analista do JPMorgan Chase.

Grandes países produtores de petróleo da região do Oriente Médio estão sendo profundamente afetados. Os impactos no fornecimento devem ser fortes principalmente na Europa e na Ásia. Com cerca de 34 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, o canal entre Omã e Irã funciona como uma supervia para cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Além disso, extensos volumes de fertilizantes também passam por essas águas, abastecendo lavouras em todos os continentes. Os poucos navios que deixaram o estreito desde o início da guerra transportavam principalmente petróleo iraniano.

Reunião urgente da AIE

Já a Agência Internacional de Energia (AIE), que realizou uma reunião extraordinária hoje, em Paris, para discutir a possibilidade de usar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços devido à guerra no Oriente Médio, terminou o encontro sem qualquer anúncio.

“A reunião visava avaliar a segurança do abastecimento e as condições do mercado. Permitiria esclarecer uma decisão posterior sobre a eventual disponibilização das reservas de emergência dos países membros da AIE no mercado”, citou Fatih Birol, diretor executivo da AIE.

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