Furto de água é flagrado na Adutora de Jucazinho, no Agreste
Ficou constatado que havia captações irregulares ao longo da adutora, incluindo desvios utilizados para abastecer propriedades, açudes e outras atividades privadas, segundo a Compesa
Publicado: 12/03/2026 às 08:07
Canos usados para furtar água foram apreendidos em operação no Agreste (Compesa/Divulgação )
O furto de água da Adutora de Jucazinho, no Agreste pernambucano, foi alvo de uma operação deflagrada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e pela Polícia Civil.
Segundo a Compesa, na terça (10), as equipes cumpriram mandados de apreensão e retiraram ligações clandestinas.
A ação aconteceu na Adutora de Inversão de Jucazinho, sistema considerado estratégico para o abastecimento de água na região.
Ficou constatado que havia captações irregulares ao longo da adutora, incluindo desvios utilizados para abastecer propriedades, açudes e outras atividades privadas.
Justificativa
A ação foi realizada após a constatação de perdas de água ao longo da adutora.
A Compesa informou que a diferença entre a vazão produzida e a água efetivamente entregue aos municípios indicava perdas estimadas em 56 litros por segundo, o equivalente a 4,8 milhões de litros por dia.
Esse volume é suficiente para abastecer cerca de 32 mil pessoas diariamente.
A Adutora de Inversão de Jucazinho é uma das principais alternativas emergenciais para permitir o abastecimento dos municípios de Caruaru, Riacho das Almas, Passira e Cumaru.
“No cenário de escassez hídrica da região, as ligações clandestinas agravam o risco de desabastecimento nas cidades”, informou a Compesa.
Crime
O furto de água é crime, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.
Ele impacta diretamente a população que depende do fornecimento regular.
A empresa também destaca que a preservação dos volumes que venham a ser recuperados depende do compromisso coletivo da população em evitar novas ligações clandestinas e denunciar práticas ilegais.