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Praia do Janga, em Paulista, testemunha eclosão de 115 filhotes de tartaruga marinha

Após 53 dias de incubação, 115 filhotes de tartaruga marinha nasceram na Praia do Janga, em Paulista

Diario de Pernambuco

Publicado: 15/03/2026 às 18:23

Ninho é o décimo identificado pelo município/Divulgação

Ninho é o décimo identificado pelo município (Divulgação)

Após 53 dias de incubação, um ninho de tartarugas marinhas eclodiu no último sábado (14), na Praia do Janga, no município de Paulista. Em um momento bastante significativo para a preservação da espécie, a praia viu nascerem 115 filhotes da espécie tartaruga-de-pente, número que representa a maior quantidade de filhotes registrada em um único ninho nesta temporada no litoral do município.

De acordo com Jocelane Cavalcanti, técnica ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) e coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU), este é décimo ninho identificado na região, mas corresponde ao oitavo a eclodir nesta temporada. Outros ninhos encontrados no mesmo período ainda estão em fase de incubação e devem eclodir nos próximos dias.

Atualmente, o monitoramento registra 36 ninhos ao longo do litoral do município, sendo 28 localizados na área de Enseadinha, dois em Maria Farinha e seis na região do Pontal.

Segundo a diretora ambiental do NSU, Rayza Brasileiro, a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) é a espécie mais comum neste trecho do litoral, o que faz com que a região seja reconhecida como um verdadeiro berçário natural para esses animais.

“Aqui no Janga tivemos mais uma caminhada de tartaruga-de-pente, que é a espécie que mais ocorre nessa área. O período de incubação dura, em média, entre 45 a 60 dias. Ao final desse período as pequenas tartarugas começam a romper as cascas dos ovos e juntas, iniciam sua jornada”, explica Brasileiro.

Como se trata de uma praia urbana, equipes realizam o isolamento e monitoramento dos ninhos para evitar danos aos ovos provocados por circulação de pessoas, veículos, cavalos ou animais domésticos.

“Quando o ninho completa cerca de 45 dias, a gente monitora diariamente. Após a eclosão, os filhotes levam até três dias para emergir da areia e seguir em direção ao mar”, acrescenta a diretora ambiental.

De acordo com a prefeitura, o trabalho segue protocolos de conservação realizados em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste (CENTRO TAMAR/ICMBio), garantindo que as tartarugas possam completar seu ciclo natural com segurança.

A presença frequente de ninhos na região reforça a importância do litoral do Paulista para a preservação da espécie, especialmente em áreas urbanas onde o cuidado com o ambiente e a conscientização da população são fundamentais para garantir a sobrevivência dos filhotes.

A SEMMA reforça que, ao avistar uma tartaruga desovando ou filhotes se deslocando para o mar, é fundamental manter distância e evitar o uso de luzes artificiais, que podem desorientar os animais. Em casos assim, a orientação é a de acionar o NSU no WhatsApp (81) 99836-9947 ou informar à Guarda Civil Municipal, através do número 153.

 

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